Polícia Civil aponta que acusado utilizava perfis falsos nas redes sociais com nomes femininos para enganar vítimas em Cruz das Almas
Um homem de 49 anos foi preso na terça-feira (20), em Cruz das Almas, no recôncavo da Bahia, suspeito de se passar por vidente para cometer crimes sexuais e aplicar golpes financeiros contra diversas vítimas.
De acordo com a Polícia Civil, as investigações revelaram que o acusado utilizava perfis falsos em redes sociais, nos quais se apresentava como mulheres com nomes como “Irmã Kátia”, “Geisa”, “Maria” e “Aritana”.
Como o golpe funcionava
Segundo a investigação, o homem convencia as vítimas de que estariam amaldiçoadas e que familiares poderiam morrer caso não realizassem depósitos em dinheiro.
Em um dos casos apurados, uma vítima chegou a transferir R$ 20 mil para o suspeito.
Além do golpe financeiro, houve relatos de abuso sexual. Uma das vítimas afirmou ter sido induzida a manter relação com o homem após acreditar em uma suposta maldição. Depois do ato, ele ainda exigiu o pagamento de R$ 16 mil para “quebrar o feitiço” e afirmou que seriam necessárias novas práticas.
Prisão e investigações
O homem foi localizado por equipes da Delegacia Territorial de Cruz das Almas (DT) e conduzido à unidade policial, onde permanece à disposição da Justiça.
Ele deve responder pelos crimes de violação sexual mediante fraude e estelionato.
Segundo o delegado Adilson Freitas, titular da DT, os crimes ocorreram entre setembro de 2024 e maio de 2025.
Polícia pede novas denúncias
A Polícia Civil acredita que outras pessoas também possam ter sido vítimas do mesmo golpe e reforçou o pedido para que denúncias sejam registradas.
Quem tiver informações pode procurar a Delegacia Territorial de Cruz das Almas ou entrar em contato de forma anônima pelo Disque Denúncia, no número 181.
Alerta sobre golpes espirituais
Casos como esse acendem o alerta sobre a vulnerabilidade emocional de pessoas em momentos de fragilidade. Estelionatários frequentemente se passam por videntes, líderes religiosos ou terapeutas espirituais para se aproximar das vítimas e obter vantagens financeiras ou sexuais.
A orientação da polícia é desconfiar de qualquer exigência de dinheiro em troca de supostos rituais, consultas ou promessas milagrosas.
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