Ocorrência foi registrada por vizinhos em Feira de Santana; Polícia Militar confirma investigação e identifica agente envolvido
Na noite de terça-feira (15), um caso de violência policial chocou moradores do Conjunto Aviário, em Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia. Um policial militar foi flagrado dando um tapa no rosto de uma mulher durante uma abordagem, em uma ação que envolvia ao menos três agentes da PM. As imagens, gravadas por moradores do condomínio, circularam nas redes sociais e geraram forte repercussão e revolta popular.
🎬 Nos vídeos, é possível ouvir a mulher tentando argumentar com os policiais antes de ser surpreendida com o tapa. “Presta atenção! Cala a boca e me escuta que estou falando com você!”, grita um dos PMs momentos antes da agressão física.
O que diz a Polícia Militar da Bahia?
Em nota enviada à imprensa, a Polícia Militar da Bahia (PM-BA) confirmou a ocorrência e afirmou que instaurou um processo administrativo para investigar rigorosamente os fatos. O policial responsável pela agressão foi identificado, mas a corporação não informou se ele foi afastado do serviço.
Segundo a PM-BA, a abordagem teve início quando um homem em uma motocicleta fugiu ao avistar a viatura da guarnição que fazia ronda pela área. Ele abandonou o veículo e entrou no condomínio onde o caso ocorreu. Sem localizar o suspeito, os PMs abordaram o marido da mulher agredida, bloquearam a passagem de moradores e o levaram para uma rua do conjunto residencial.
Ainda de acordo com testemunhas, a mulher foi até o local para entender a situação e acabou sendo acusada de roubo, mesmo após informar que a motocicleta havia sido comprada legalmente em uma concessionária. Os policiais revistaram a casa do casal sem mandado judicial, o que aumentou ainda mais a tensão entre os moradores e os agentes.
Reações e repercussão
A ação da PM gerou grande indignação entre os moradores locais e nas redes sociais. Diversos perfis denunciaram a agressão como abuso de autoridade e violência de gênero.
Em seu comunicado, a PM-BA declarou que “comportamentos que destoam dos princípios éticos e técnicos transmitidos nos cursos de formação da corporação não refletem o padrão institucional esperado de seus integrantes“. A corporação também afirmou que outras circunstâncias da ocorrência estão sendo apuradas pela unidade responsável.
