Recursos visam impulsionar a economia criativa e democratizar o acesso à cultura em todos os estados e municípios.
O Brasil se prepara para uma transformação cultural sem precedentes. Até 2027, estados, municípios e o Distrito Federal receberão um total de R$ 15 bilhões para investir em ações culturais, conforme anunciado pela ministra da Cultura, Margareth Menezes, durante o programa “Bom Dia, Ministra”. Este investimento faz parte da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, a maior iniciativa do gênero na história do país.
Distribuição e Impacto dos Recursos Os recursos começaram a ser distribuídos no ano passado, com o objetivo de promover a diversidade, democratização e universalização do acesso à cultura. “É uma grande conquista para o setor cultural. Com esse fomento, poderemos elaborar projetos, realizar festivais e construir equipamentos culturais, mostrando a verdadeira força da cultura como motor da economia criativa local,” destacou Margareth Menezes.
Engajamento e Adesão A ministra informou que todos os estados brasileiros e 97% das cidades já aderiram à política e receberam parte dos recursos. Esta adesão massiva indica um forte compromisso nacional com o crescimento e a valorização cultural.
Economia Criativa como Foco Durante o diálogo com radialistas de diversas regiões, a ministra enfatizou a importância da economia criativa, que emprega mais de 5 milhões de pessoas e contribui com 3,11% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Ela ressaltou que, apesar do investimento federal em cultura representar apenas uma pequena fração do orçamento, seu impacto é significativo. “Investir em cultura não é apenas apoiar as artes, mas sim fomentar uma indústria que ativa a economia local de várias formas, incluindo turismo e comércio,” explicou Menezes.
Dados do Observatório Itaú Cultural mostram que, em 2020, a economia da cultura e das indústrias criativas movimentou R$ 230,14 bilhões, superando setores tradicionais como a indústria automobilística.
Com a Política Nacional Aldir Blanc, o Brasil se posiciona como líder global em investimentos culturais, reconhecendo a cultura não apenas como um patrimônio, mas como uma alavanca essencial para o desenvolvimento econômico e social sustentável. O caminho para 2027 promete ser de inovação e expansão cultural, com efeitos duradouros para o tecido social e econômico do país.