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EUA ameaçam Brasil com “poder militar” em meio ao julgamento de Bolsonaro Tensão esquenta na diplomacia

 

Em nova escalada diplomática, a Casa Branca levantou publicamente a possibilidade de utilizar o “poder militar” dos Estados Unidos em defesa da “liberdade de expressão”, ao comentar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. A fala, feita em 9 de setembro, reacende as tensões entre os países e teve forte repercussão no Brasil.

O que disse a Casa Branca?

A porta-voz Karoline Leavitt declarou:

“O presidente não tem medo de usar o poder econômico e o poder militar dos Estados Unidos da América para proteger a liberdade de expressão ao redor do mundo.”Agência Brasil

A declaração foi uma resposta sobre possíveis sanções adicionais ao Brasil, após o processo judicial contra Bolsonaro ser considerado uma ameaça à liberdade

Retaliações já em curso

Desde julho, a administração Trump adota uma postura firme contra o Brasil, com sanções diretas:

  • Suspensão de vistos de Alexandre de Moraes e outros sete ministros do STF, além do procurador-geral Paulo Gonet.

  • Aplicação de tarifas de 50% sobre diversos produtos brasileiros, anunciadas como retaliação a uma suposta perseguição política ao ex-presidente

 

O Brasil responde com firmeza

O Ministério das Relações Exteriores brasileiro repudiou as declarações, afirmando que:

“O primeiro passo para proteger a liberdade de expressão é defender a democracia e respeitar a vontade do povo nas urnas… Não nos intimidaremos por nenhuma forma de ataque à nossa soberania.”Agência Brasil

Já o presidente Lula anunciou que o Brasil poderá retaliar com suas próprias tarifas, caso as restrições avancem — acionando a lei de reciprocidade para defender os interesses nacionais.AP News

No centro: o julgamento de Bolsonaro

O ex-presidente enfrenta uma das fases finais de seu julgamento por tentativa de golpe. Dois ministros do STF já votaram pela condenação, o que o deixa a apenas um voto da derrota. Se condenado, poderá pegar pena de até 40 anos de prisão.Reuters+1

Contexto e Consequências

  • O uso dos termos “poder militar” por parte dos EUA é inédito e sugere intervenção em conflitos políticos internos de aliados.

  • As medidas azedaram ainda mais a diplomacia bilateral, já fragilizada por tarifas e sanções.

  • A reação de Lula evidencia uma mobilização nacional e internacional sobre o respeito à independência judicial e à soberania brasileira.

 

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