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Governo do RJ investiga “remoção de corpos” após megaoperação em Penha e Alemão

Moradores relatam ter encontrado 74 corpos no Complexo da Penha, levando-os para a Praça São Lucas em meio à operação policial | Bnews - Divulgação Reprodução / SBT
 

O governo do Estado do Rio de Janeiro informou que poderá processar moradores que retiraram corpos de criminosos em área de mata nos complexos da Complexo da Penha e da Complexo do Alemão, na zona norte da capital fluminense. A denúncia foi feita pelo secretário de Polícia Civil do RJ, Felipe Curi, que acusou grupos de manipular a cena dos confrontos com as forças de segurança. Gazeta do Povo+2O Tempo+2

🧮 O que o governo afirma

Segundo Felipe Curi, vídeos mostram pessoas retirando roupas camufladas usadas por criminosos e, em seguida, exibindo os corpos apenas de cueca ou short:

“Esses indivíduos estavam na mata, equipados com roupas camufladas, coletes e armamentos. Agora, muitos deles surgem apenas de cueca ou short… Temos imagens que mostram pessoas retirando esses criminosos da mata e os colocando em vias públicas, despindo-os.” Gazeta do Povo+1
O governador Cláudio Castro endossou a crítica, acusando o que chamou de manipulação para culpar a polícia:
“É revoltante ver até onde o crime é capaz de ir para tentar enganar a população.” Gazeta do Povo

📊 O contexto da operação

A ação policial, batizada de Operação Contenção, ocorreu em 28 de outubro de 2025 e foi realizada nos complexos da Penha e do Alemão. Até então, o balanço já indicava 64 mortos, entre eles quatro policiais. No entanto, moradores informaram que pelo menos mais 70 corpos foram encontrados em áreas de mata e levados por eles próprios para a Praça São Lucas. Se confirmado, o total ultrapassaria 130 vítimas — transformando a operação na mais letal da história do estado. Agência Brasil+2O Tempo+2
Um inquérito foi instaurado na 22ª Delegacia da Penha para investigar a remoção dos corpos, a retirada das roupas táticas e possível manipulação da cena. Gazeta do Povo

Repercussão e desafios

Autoridades de direitos humanos classificaram o episódio como “massacre” ou “chacina” e pediram investigação independente junto à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). Pedidos de responsabilização do governo estadual já começaram a emergir. Agência Brasil
O fato também gera forte impacto político e social: moradores questionam a segurança pública e apontam que, mesmo em operação dessa escala, muitas mortes podem não ter sido oficialmente contabilizadas.

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