Ato questiona decisões do Judiciário e pede anistia ampla para o ex-presidente — com apoio de políticos e líderes religiosos
Nesse domingo (7), a Avenida Paulista, em São Paulo, foi palco de mais um protesto a favor da anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros envolvidos na trama golpista. No ato, liderado por figuras como o pastor Silas Malafaia e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) fez duras críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao ministro Alexandre de Moraes.
“Ditadura judicial” e críticas a Alexandre de Moraes
Tarcísio defendeu o projeto de anistia “ampla e irrestrita”, apelando ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), para que pautasse o texto o quanto antes. O discurso ganhou tom inflamado ao atacar o Judiciário:
“Não iremos aceitar que um ditador paute o que devemos fazer. Ninguém aguenta mais a tirania de um ministro como Moraes.”
Ele também acrescentou que o processo contra Bolsonaro está “maculado”, sugerindo parcialidade no julgamento que o tornou inelegível e sob prisão domiciliar.
Vozes da bancada evangélica e defesa de Michelle Bolsonaro
Durante o evento, o pastor Silas Malafaia acusou Moraes de perseguição religiosa, mencionando a apreensão de seus cadernos pela Polícia Federal e criticando o andamento da ação penal contra o ex-presidente. Também pediu que os filhos de Bolsonaro não disputem cargos políticos neste momento, classificando isso como “imaturidade política”.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro encerrou o evento com um relato pessoal emocionante, dizendo que está “vivendo uma humilhação” por ter sua casa monitorada pela Polícia Penal do Distrito Federal.
“Quem deveria estar aqui era meu marido, que está amordaçado em casa, com tornozeleira e sob vigilância constante. Isso é injustiça, é perseguição.”
Contexto político e judicial
O protesto acontece num momento de tensão entre o Executivo federal, a base aliada e o Judiciário. O projeto de anistia busca neutralizar denúncias e processos em andamento contra figuras políticas, incluindo o ex-presidente, o que tem gerado debates intensos sobre legalidade, imunidade política e limites do poder judiciário.
