Universidade afirma que docente está aposentado e condena incitação à violência nas redes sociais
A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) se manifestou neste domingo (6.jul.2025) repudiando a declaração do professor aposentado Marcos Dantas, que sugeriu em uma publicação na rede social X (antigo Twitter) o uso de uma guilhotina contra a filha de 5 anos do empresário Roberto Justus com a influenciadora Ana Paula Siebert. A postagem gerou indignação generalizada e fortes reações públicas.
Em nota oficial, a UFRJ ressaltou que Dantas está aposentado desde 2022, e que as opiniões expressas por ele não representam a instituição nem seus valores. A Escola de Comunicação (ECO), onde o professor atuava, também repudiou o conteúdo da mensagem.
“A UFRJ e a ECO repudiam qualquer tipo de expressão de pensamento que incite à violência ou agrida a terceiros, principalmente crianças”, diz o comunicado.
Bolsa de grife gerou reações ofensivas
A onda de ataques começou depois que imagens da criança usando uma bolsa de grife avaliada em R$ 14 mil viralizaram nas redes sociais. Em resposta, usuários passaram a direcionar ofensas à menina e à família, inclusive com ameaças de morte e comentários violentos.
Entre os comentários, o do ex-professor Marcos Dantas se destacou negativamente ao sugerir o uso de guilhotina — símbolo histórico de execução — contra a criança, em um contexto de crítica à ostentação de luxo em meio à desigualdade social.
Pais denunciam discurso de ódio
Roberto Justus e Ana Paula Siebert se pronunciaram publicamente nas redes sociais. Visivelmente indignados, eles afirmaram que irão tomar medidas legais contra os ataques dirigidos à filha.
“O julgamento extrapolou o bom senso. Falaram que tinham que matar a nossa filha, na guilhotina. Matar a nossa família!”, desabafou Justus.
Ana Paula reforçou a gravidade da situação:
“Instigar a morte e o ódio é inaceitável. E se a gente assinar embaixo que a internet é a ‘terra de ninguém’, que todo mundo pode falar o que quer, não é assim que funciona. Se a crítica é boba, tudo bem, cada um tem a sua opinião. Mas instigar a morte de alguém?”.
Liberdade de expressão tem limites legais
A situação reacendeu o debate sobre os limites da liberdade de expressão nas redes sociais. Juristas alertam que mensagens com apologia à violência, ainda que feitas em tom de ironia, podem ser enquadradas como incitação ao crime, especialmente quando direcionadas a menores de idade.
Segundo o advogado criminalista Marcelo Negrão, “crianças são protegidas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. Fazer ameaças ou incitar violência contra elas não é opinião: é crime”.
O caso agora deverá ser apurado pelas autoridades e pode ter desdobramentos judiciais nos próximos dias.
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