Instituição religiosa reforça que não tem ligação com crimes investigados e alerta sobre uso indevido da fé para práticas ilícitas
A equipe do NoticiaTem trouxe em primeira mão informações sobre o pronunciamento do Centro Aritana de Oxossi após materia de “Falso Vidente na Bahia”. O Centro Aritana de Oxóssi, instituição religiosa de Salvador reconhecida pela tradição e seriedade no campo espiritual, publicou nesta quarta-feira (20) uma nota de repúdio em suas redes sociais e em seu site oficial.
O posicionamento foi motivado pela citação do nome “Aritana” em reportagens jornalísticas que noticiaram a prisão de um homem em Cruz das Almas, no recôncavo da Bahia. O suspeito, de 49 anos, é acusado de se passar por vidente em perfis falsos, utilizando nomes como “Irmã Kátia”, “Geisa”, “Maria” e também “Aritana” para enganar vítimas, cometer crimes sexuais mediante fraude e aplicar golpes financeiros.
Relembre o Caso
Um homem de 49 anos foi preso na terça-feira (20), em Cruz das Almas, no recôncavo da Bahia, suspeito de se passar por vidente para cometer crimes sexuais e aplicar golpes financeiros contra diversas vítimas.
Segundo a investigação, o homem convencia as vítimas de que estariam amaldiçoadas e que familiares poderiam morrer caso não realizassem depósitos em dinheiro.
Em um dos casos apurados, uma vítima chegou a transferir R$ 20 mil para o suspeito.
Além do golpe financeiro, houve relatos de abuso sexual. Uma das vítimas afirmou ter sido induzida a manter relação com o homem após acreditar em uma suposta maldição. Depois do ato, ele ainda exigiu o pagamento de R$ 16 mil para “quebrar o feitiço” e afirmou que seriam necessárias novas práticas.
Repúdio ao uso do nome “Aritana”
Na nota, o Centro enfatizou que repudia veementemente a conduta do acusado e esclareceu que não possui qualquer relação com o caso.
“Qualquer indivíduo, grupo ou instituição que, sem autorização, utilizar o nome, a imagem, a marca ou a razão social ‘Aritana de Oxóssi’ estará sujeito às medidas cabíveis, incluindo notificação extrajudicial e responsabilização judicial, com base no ordenamento jurídico vigente”, destacou a instituição.
Fundamentação jurídica
O comunicado cita ainda dispositivos legais que reforçam a gravidade da conduta:
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Estelionato (Art. 171 do Código Penal Brasileiro) – vantagem ilícita obtida por meio de fraude.
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Charlatanismo (Art. 283 do Código Penal) – atribuir-se ou anunciar cura por meios enganosos.
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Falsidade ideológica (Art. 299 do Código Penal) – inserir ou omitir informações falsas com intenção de obter vantagem.
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Projeto de Lei nº 1341/23 – em tramitação, busca agravar penas contra exploração da fé para enriquecimento ilícito.
Alerta à população
O Centro Aritana de Oxóssi reforçou que não autoriza terceiros a falar ou agir em seu nome, e que seus canais oficiais são restritos aos Filhos de Fé já acompanhados espiritualmente.
A instituição orienta que, em caso de suspeita de fraude, a população registre boletim de ocorrência junto às autoridades competentes.
“É fundamental que a sociedade permaneça vigilante contra práticas fraudulentas que exploram a fé, a vulnerabilidade emocional e a boa-fé das pessoas”, diz a nota.


Compromisso com a espiritualidade
Por fim, o Centro reafirmou seu compromisso com a espiritualidade, solidariedade e acolhimento, reforçando que repudia qualquer forma de exploração da fé com fins de engano, abuso ou lucro ilícito.
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