Polícia

Polícia Civil descobre esquema de R$ 8 bilhões em ‘banco do crime’

Foto: Beto Chagas / Agência O Globo
 

Uma investigação da Polícia Civil de Mogi das Cruzes (SP) revelou um esquema criminoso envolvendo um “banco do crime” e outras 19 empresas, que movimentaram R$ 8 bilhões. Membros do PCC usaram esse dinheiro para financiar campanhas eleitorais em várias cidades de São Paulo. A reportagem de Fabíola Perez, publicada no UOL, trouxe essas informações à tona.

Funcionamento do ‘banco do crime’

O 4TBank, uma instituição financeira que se assemelha a uma fintech, tem sede em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. A polícia revelou que membros do PCC criaram a empresa para lavar dinheiro e apoiar candidatos nas eleições. Pelo menos três candidatos em Mogi das Cruzes, Ubatuba e Santo André receberam esses recursos.

O 4TBank se apresenta como um banco digital e oferece serviços como pagamento de contas, transferências online, recarga de celular e compra e venda de criptoativos. Com CNPJ ativo há cinco anos, a empresa também opera em outros locais, como um escritório na zona sul de São Paulo e um prédio comercial em Palmas, Tocantins.

Nos últimos cinco anos, o CNPJ de Mogi das Cruzes movimentou R$ 600 milhões, incluindo quase R$ 100 milhões em saques e dinheiro vivo.

Atividade ilegal e medidas de bloqueio

Segundo o delegado Fabrício Intelizano, o 4TBank não tem autorização do Banco Central para operar. A polícia prendeu os responsáveis pela instituição e bloqueou suas contas. A investigação revelou 32 suspeitos, sendo 6 com ligações diretas com o banco do PCC. Os outros estão envolvidos com o tráfico, incluindo mulheres de membros presos da facção.

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Início da investigação e conexões familiares

A operação teve início com uma investigação sobre tráfico de drogas. Em junho de 2023, a polícia obteve acesso ao celular de Fabiana Lopes Manzini, esposa de Anderson Manzini, um veterano do PCC. Anderson está preso desde 2002, e Fabiana liderava os negócios. Ela também é considerada integrante do PCC por suas atividades criminosas com Anderson.

Conversas interceptadas mostraram que Fabiana recebia orientações de João Gabriel de Mello Yamawaki, primo de Anderson, sobre candidatos políticos que receberiam apoio financeiro. A polícia identificou possíveis candidatos em São José do Rio Preto, Campinas e Baixada Santista.

Yamawaki fazia parte do núcleo financeiro do PCC, conhecido como “câmbio”. A investigação revelou seu interesse em aumentar os lucros do 4TBank e eleger vereadores em cidades paulistas. Anderson Manzini, uma figura central no esquema, será interrogado pela polícia em breve.

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