Investigado por violação de sigilo funcional, Eduardo Tagliaferro segue com bens bloqueados por ordem do Supremo
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter o bloqueio de contas bancárias, cartões de crédito e chaves Pix de Eduardo de Oliveira Tagliaferro, ex-assessor do próprio magistrado. O investigado é suspeito de vazamento de conversas internas entre servidores do STF e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Segundo relatório da Polícia Federal, há indícios de violação de sigilo funcional, com prejuízos à administração pública. As investigações começaram após a publicação de reportagens pela Folha de S.Paulo, com conteúdo extraído de conversas privadas via WhatsApp.
🔍 Medida é preventiva, diz Moraes
No despacho, Moraes afirmou que a manutenção do bloqueio é necessária para garantir a continuidade das diligências ainda em andamento. O ministro também negou o pedido da defesa de Tagliaferro para acesso integral aos autos, classificando a solicitação como “prematura”.
“Ainda há diligências a serem realizadas, e o levantamento das restrições agora poderia comprometer a apuração dos fatos”, escreveu Moraes.
🗣️ Ex-assessor reage: “Perseguição”
Em nota enviada à CNN, Eduardo Tagliaferro criticou a decisão e acusou Moraes de usar o cargo para perseguir apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Ele fez isso com Allan dos Santos, Daniel Silveira, Paulo Figueiredo. Está usando a caneta para calar quem denuncia os atos ilegais dele”, declarou.
A defesa do ex-assessor pretende recorrer e alega que o bloqueio é “abusivo e desproporcional”.





































