Brasil se impõe após ameaça militar americana em meio ao julgamento de Bolsonaro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não deixou barato e alfinetou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o anúncio da integração de Roraima ao Sistema Interligado Nacional (SIN), nesta segunda-feira (9).
O evento marcou a energização do Linhão Manaus-Boa Vista, que finalmente conecta Roraima ao sistema elétrico do Brasil, encerrando décadas de isolamento energético. Ao lado do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, Lula não apenas celebrou o avanço técnico, como aproveitou o momento para mandar um recado direto a Washington.
“Em vez de o Trump ficar brigando com a gente, ele poderia vir conhecer o nosso sistema interligado. Ia perceber que é muito melhor para os EUA do que ficar com birra. Nós não queremos briga. Nós somos um país soberano e donos do nosso nariz”, disparou Lula.
O clima esquentou entre Brasil e EUA 🇧🇷🔥🇺🇸
As declarações de Lula vieram um dia após a Casa Branca ameaçar o Brasil com o “poder militar” dos EUA, alegando preocupação com a liberdade de expressão no país. A fala da porta-voz Karoline Leavitt, aliada direta de Trump, repercutiu mal em Brasília e acendeu o alerta vermelho nas relações diplomáticas entre os dois países.
O presidente [Trump] não tem medo de usar o poder econômico e o poder militar dos Estados Unidos da América para proteger a liberdade de expressão ao redor do mundo”, declarou a porta-voz.
A fala aconteceu após Trump criticar abertamente o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente investigado por tentativa de golpe. Além disso, ministros do STF como Alexandre de Moraes e até o procurador-geral Paulo Gonet tiveram seus vistos para os EUA cancelados.
Lula quer mostrar força na COP30
Durante a visita ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Lula anunciou que pretende usar a COP30, que será sediada no Brasil, para mostrar ao mundo o potencial energético nacional.
“Se o Trump vier, vamos mostrar o painel energético do Brasil para ele comparar com o dos EUA. Aqui tem soberania, tem inovação e tem respeito ao povo”, disse Lula, em tom firme.
Tensão diplomática pode afetar economia e acordos internacionais
As ameaças e retaliações dos EUA incluem tarifas de 50% sobre produtos brasileiros e bloqueios em negociações bilaterais. O Itamaraty já se posicionou afirmando que o Brasil não aceitará imposições externas nem abrirá mão de sua soberania democrática e institucional.
A crise pode impactar o comércio, investimentos e também as relações com empresas americanas no Brasil.




































