Companhia deixa de operar oficialmente após 30 anos de história
Nesta terça-feira, 25 de junho de 2025, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) publicou oficialmente o decreto que cassa, de forma definitiva, o Certificado de Operador Aéreo (COA) da Voepass, antiga Passaredo Transportes Aéreos. Com isso, todas as operações da empresa estão paralisadas e a companhia deixa de existir como operadora de voos comerciais no Brasil.
A decisão foi unânime entre os membros da diretoria colegiada da ANAC e marca o encerramento de uma jornada de três décadas nos céus brasileiros. O processo de avaliação da agência já vinha em andamento há meses e se intensificou após o trágico acidente com um ATR-72 em agosto de 2024, em Vinhedo (SP), que vitimou 62 pessoas, sendo o maior desastre aéreo do Brasil desde 2007.
O que levou ao fim
Após o acidente, a ANAC instaurou um regime de “operação assistida”, acompanhando de perto os procedimentos técnicos, de manutenção e segurança da Voepass. A auditoria revelou falhas sistêmicas graves na gestão operacional, no cumprimento de normas de segurança e na formação e acompanhamento de tripulações.
Diversos relatórios apontaram que as condições de manutenção das aeronaves não estavam em conformidade com os padrões exigidos. O acúmulo de irregularidades fez com que a ANAC optasse pela medida mais severa disponível: a revogação total da autorização para operar voos.
Impactos para o mercado e passageiros
A Voepass vinha reduzindo suas rotas desde 2023, mas ainda operava em cidades do interior e regiões menos atendidas por grandes companhias. Com a sua saída do mercado, passageiros dessas localidades deverão buscar alternativas com empresas como Azul, Gol e Latam, que já se mobilizam para absorver parte da demanda.
O encerramento também levanta preocupações sobre a fiscalização no setor aéreo e o suporte a pequenas e médias empresas de aviação regional.
Legado e memória
Criada em 1995, a antiga Passaredo se destacou por conectar cidades do interior às grandes capitais e é lembrada por sua atuação em regiões com baixa oferta de voos. Mesmo diante de crises econômicas e concorrência acirrada, manteve-se operando até as recentes dificuldades.
Com o fim da Voepass, o Brasil perde mais uma marca histórica da aviação regional.





































