O rapper preso há mais de um mês reflete sobre erros, injustiça e fé em emocionante desabafo
O rapper Oruam (Mauro Davi dos Santos Nepomuceno) publicou uma carta aberta nas redes sociais na noite desta terça-feira (9/9), enquanto cumpre prisão preventiva no Complexo Penitenciário de Bangu, no Rio de Janeiro. Ele reafirma sua identidade artística, nega vínculos com o tráfico, fala de reencontro com Deus e expõe as tensões que vive.
Entre a fé e a prisão: “Tive que ser preso para voltar a falar com Ele”
Em sua mensagem, Oruam se descreve como um “leão ferido” que não perdeu sua força, apesar das circunstâncias:
“Fiquei famoso, ganhei o mundo… e me esqueci de Deus. Tive que ser preso para voltar a falar com Ele. Aceito meu castigo.” A GazetaO Dia
Ele ainda reforçou as referências bíblicas —
Injustiça, falsidade e máscaras caídas
Oruam critica a forma como tem sido tratado pela Justiça e a exposição à julgamentos que não correspondem à sua versão dos fatos:
“Estou pagando por erros, mas também sendo julgado de forma desigual, carregando acusações que não correspondem à minha verdade… sinto o peso de uma perseguição que tenta manchar a minha história e minha arte.” A GazetaO Dia
Esses dias atrás das grades também o fizeram rever amizades:
“Hoje sei quem são meus amigos de verdade e quem são meus amigos de mentira… Fui leal a falsos amigos e máscaras caíram!”
Uma identidade reafirmada: “Sou trapper, não traficante”
No trecho mais incisivo da carta, Oruam deixa clara sua dissonância com as acusações de tráfico:
“Quero que entendam: eu sou um trapper, não um traficante. Esse é o meu momento de rever meus erros, refletir e me levantar mais forte.” A GazetaO Dia e finaliza com esperança:
“Aos que acreditam em mim, fiquem firmes e logo vocês vão me ver.”
Panorama do caso
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Oruam está preso desde 22 de julho, após uma operação em sua residência. Ele responde por crimes que incluem tentativa de homicídio, tráfico de drogas, associação ao tráfico, resistência, desacato, lesão corporal, ameaça e corrupção ativa A GazetaO DiaBand.
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É filho de Marcinho VP, líder do Comando Vermelho, e seu nome já esteve relacionado a projeto de lei que proíbe eventos com apologia ao crime — o chamado “Lei Anti-Oruam





































