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Demolição de terreiro em Salvador
Demolição de terreiro em Salvador

Religião

Demolição de terreiro em Salvador expõe intolerância religiosa e revolta comunidades de axé

 

A demolição do terreiro Ilê Axé Oyá Onira’d, realizada na manhã desta segunda-feira (09), em Pituaçu, Salvador, causou indignação e revolta na comunidade de matriz africana da Bahia e do Brasil. A ação, coordenada por órgãos do governo estadual, foi executada sob a justificativa de ocupação irregular em área de preservação ambiental. No entanto, a falta de diálogo e o desrespeito à fé afro-brasileira levantaram sérias acusações de racismo religioso e ambiental.

De acordo com representantes da comunidade local, não houve aviso prévio. Estruturas sagradas foram derrubadas abruptamente, em meio a orixás entronizados e símbolos de culto, sem qualquer sensibilidade cultural ou espiritual. Para muitos líderes religiosos, a medida representa um retrocesso nas políticas de proteção à liberdade religiosa e à valorização das tradições afrodescendentes.

Aritana de Oxóssi: “Não é só um terreiro. É a fé de um povo”

Um dos principais nomes do sacerdócio afro-brasileiro da atualidade, o líder espiritual Aritana de Oxóssi, conhecido por seu trabalho sério e discreto com personalidades públicas e figuras influentes, se manifestou sobre o episódio. Para ele, a demolição vai além de uma questão legal ou ambiental:

“Quando derrubam um terreiro, não estão apenas destruindo paredes. Estão ferindo memórias, histórias, e o sagrado de um povo que há séculos é silenciado. A fé afro-brasileira não é obstáculo à natureza — ela é parte da natureza.”

Aritana ressaltou ainda que é essencial separar ocupações irregulares de ações que miram, de forma sistemática, centros de espiritualidade de matriz africana. Segundo ele, a Bahia tem uma dívida histórica com seus povos de terreiro e episódios como esse aprofundam a sensação de exclusão e vulnerabilidade.

Religiões afro-brasileiras seguem sob ataque

O caso reacende o debate sobre racismo religioso, que segue fazendo vítimas em todo o país. Apesar das leis de liberdade religiosa e da Constituição garantir igualdade de crença, praticantes de religiões afro-brasileiras ainda são alvos de ações desproporcionais, preconceito institucional e perseguições.

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Organizações sociais e representantes religiosos já se articulam para acionar juridicamente o governo estadual, exigindo reparações simbólicas e estruturais.

Reflexão e mobilização

O episódio de Pituaçu deve ser entendido como um alerta para a sociedade. Proteger os terreiros é proteger a cultura brasileira, a memória ancestral e o direito de um povo existir e cultuar livremente sua espiritualidade.

 

Publicado no portal NotíciaTem.com — conteúdo autorizado e de uso exclusivo.

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