Ator foi um dos protagonistas mais marcantes da teledramaturgia nacional; Globo exibirá tributo especial nesta quinta-feira
O Brasil se despede de um ícone da televisão. O ator Francisco Cuoco, um dos grandes nomes da dramaturgia brasileira, faleceu nesta quinta-feira (19), aos 91 anos, em São Paulo. Segundo informações da família, ele morreu de falência múltipla dos órgãos, às 14h54, no Hospital Albert Einstein. O artista deixa três filhos e cinco netos.
Carreira de mais de 60 anos: do teatro à televisão
Cuoco nasceu em 29 de novembro de 1933, no bairro do Brás, em São Paulo, e começou sua trajetória artística ainda jovem. Inicialmente matriculado em Direito, abandonou o curso para estudar na Escola de Arte Dramática, onde se formou e rapidamente conquistou espaço no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) e, mais tarde, no Teatro dos Sete, ao lado de nomes como Fernanda Montenegro e Sérgio Britto.
Na televisão, sua estreia foi na TV Tupi, em programas teatrais ao vivo. A primeira novela veio em 1964, com “Marcados pelo Amor”, na TV Record. Mas o sucesso nacional chegou com a Globo, em “Assim na Terra Como no Céu” (1970), de Dias Gomes, onde interpretou o padre Vitor.
Protagonista de grandes clássicos da TV Globo
Francisco Cuoco ficou eternizado como protagonista em novelas marcantes como:
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“Selva de Pedra” (1972), como Cristiano Vilhena
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“O Semideus” (1973), como Alex
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“Pecado Capital” (1975), como o taxista Carlão
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“O Outro” (1983), como Paulo Della Santa
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“O Salvador da Pátria” (1989), como Severo
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“Passione” (2010) e “Segundo Sol” (2018)
Ao longo da carreira, Cuoco interpretou personagens com profundidade emocional e apelo popular, cativando milhões de brasileiros.
Homenagem e despedida: velório aberto ao público
O corpo do ator será velado nesta sexta-feira (20), das 7h às 15h, no Funeral Home, em São Paulo. A cerimônia será aberta ao público. O sepultamento acontecerá às 16h, em cerimônia reservada à família e amigos próximos.
Em homenagem ao ator, a TV Globo exibirá um Tributo a Francisco Cuoco nesta quinta-feira, logo após o Jornal da Globo. Por isso, o programa “Conversa com Bial” não será exibido.
“Francisco não faz, mas o personagem faz”: legado técnico e emocional
Além de seu talento natural, Cuoco era conhecido por sua atenção à técnica cênica e pelo esforço em ajudar atores mais jovens. Em entrevista ao Memória Globo, ele destacou a importância da “inteligência cênica”:
“É importante que os personagens tenham vida própria… Eu prefiro que o personagem sufoque o Francisco”.
Francisco Cuoco no cinema e retorno ao teatro
Entre os anos 1990 e 2000, Cuoco participou de diversos filmes como:
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“Traição” (1998)
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“Gêmeas” (1999)
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“A Partilha” (2001)
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“Cafundó” (2005)
Em 2005, voltou aos palcos em “Três Homens Baixos”, com Gracindo Jr. e Chico Tenreiro.
Seu último trabalho na TV foi em 2023, com uma participação especial na série “No Corre”, do Multishow.
Uma infância marcada por arte e imaginação
Francisco Cuoco sempre relembrou com carinho o terreno baldio em frente ao sobrado onde morava, em São Paulo, onde montava “espetáculos” improvisados para os vizinhos.
“Eu encenava uns diálogos engraçados, tudo imaginação de criança”, disse em entrevista.
Frase de despedida
O dramaturgo Walcyr Carrasco resumiu o sentimento nacional:
“Francisco Cuoco foi um ícone. Um artista que inspirou gerações e levou emoção a milhões de lares. Fica a saudade e a eterna admiração.”
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