Documento garante residência permanente no país e chega em meio a processos judiciais no Brasil e ao aumento das tensões diplomáticas entre Brasília e Washington.
Eduardo Bolsonaro recebe Green Card e garante residência permanente nos EUA
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) obteve o Green Card, documento que concede residência permanente nos Estados Unidos e permite que estrangeiros morem e trabalhem legalmente no país por tempo indeterminado.
Com a autorização, Eduardo passa a ter acesso a diversos direitos garantidos aos residentes permanentes, como a possibilidade de exercer atividade profissional sem necessidade de visto específico e utilizar determinados serviços públicos americanos. No entanto, o Green Card não concede cidadania norte-americana, o que significa que ele não poderá votar nas eleições federais dos Estados Unidos nem obter um passaporte americano.
Além disso, titulares do documento precisam cumprir regras migratórias, como evitar permanecer longos períodos fora do território americano para não perder o status de residente permanente.
Mudança para os Estados Unidos
Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em fevereiro do ano passado, afirmando ser alvo de perseguição por parte do Judiciário brasileiro. Inicialmente, ele ingressou nos Estados Unidos utilizando um visto de turista, que permite permanência temporária no país.
Posteriormente, declarou publicamente que buscaria alternativas para permanecer em território americano, incluindo a possibilidade de solicitar asilo político.
Ao comentar a obtenção do Green Card em entrevista à coluna do jornalista Igor Gadelha, do portal Metrópoles, Eduardo afirmou que se sente “seguro” nos Estados Unidos e declarou ter cumprido todas as exigências previstas no processo migratório.
Contexto político e diplomático
A concessão da residência permanente ocorre em um momento de tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos, após o anúncio de novas tarifas sobre produtos brasileiros pelo governo norte-americano.
O cenário também foi marcado por declarações do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante discussões relacionadas às relações comerciais entre os dois países.
Situação judicial no Brasil
A situação de Eduardo Bolsonaro também continua sendo acompanhada pela Justiça brasileira.
No mês passado, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) o condenou pelos crimes de coação no curso do processo envolvendo magistrados e por atos relacionados à articulação de sanções junto ao governo dos Estados Unidos contra integrantes do Judiciário brasileiro.
Segundo a decisão, as condutas tinham como objetivo interferir em processos judiciais ligados às investigações sobre a tentativa de golpe de Estado.
A decisão fixou pena de quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicial semiaberto, além do pagamento de multa equivalente a 100 salários mínimos. O julgamento também determinou sua inelegibilidade por oito anos, contados a partir do cumprimento da pena.
A defesa de Eduardo Bolsonaro pode recorrer das decisões dentro das etapas previstas no processo judicial.
































