Ministro do Supremo defende soberania brasileira e responde à pressão americana sobre atuação da Corte.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, reagiu com firmeza nesta sexta-feira (8) às declarações do Departamento de Estado dos Estados Unidos e da embaixada americana em Brasília, que acusaram o também ministro Alexandre de Moraes de supostas “violações flagrantes de direitos humanos”.
Dino afirmou que não cabe a embaixadas estrangeiras monitorar ou interferir nas decisões do Judiciário brasileiro.
“À luz do DIREITO INTERNACIONAL, não se inclui nas atribuições da embaixada de nenhum país estrangeiro ‘avisar’ ou ‘monitorar’ o que um magistrado do Supremo Tribunal Federal, ou de qualquer outro Tribunal brasileiro, deve fazer”, escreveu o ministro nas redes sociais.
🛑 Crítica firme e defesa da soberania
A resposta veio em tom direto e diplomático. Dino ainda enfatizou a importância do respeito entre nações:
“Respeito à soberania nacional, moderação, bom senso e boa educação são requisitos fundamentais na Diplomacia. Espero que volte a imperar o diálogo e as relações amistosas entre nações historicamente parceiras nos planos comercial, cultural e institucional.”
A manifestação ocorre após autoridades americanas acusarem Alexandre de Moraes de supostas práticas que estariam ferindo a liberdade de expressão e os direitos civis no Brasil. O posicionamento foi considerado, nos bastidores do Itamaraty, como “ingerência inaceitável” nos assuntos internos do país.
🌐 Tensões diplomáticas aumentam
Nos bastidores do governo brasileiro, a declaração dos EUA elevou a tensão diplomática. Fontes do Ministério das Relações Exteriores afirmam que a situação será tratada com cautela, mas que não será admitida qualquer ameaça à independência das instituições nacionais.
A crise acontece em meio ao aumento da pressão internacional sobre decisões recentes do STF em investigações envolvendo Jair Bolsonaro, figuras da extrema direita e questões de desinformação nas redes sociais.





































