O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) saiu em defesa do irmão, deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), após a divulgação de áudios em que o parlamentar aparece trocando ofensas com o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em entrevista nesta quinta-feira (21) ao Portal AuriVerde, Flávio minimizou o episódio e afirmou que a reação de Eduardo ocorreu no “calor da emoção”.
Segundo o senador, a conversa foi mal interpretada, já que logo em seguida Eduardo pediu desculpas ao pai.
“Tem aquela troca de farpas com o meu pai, no áudio que vaza, mas ninguém dá ênfase porque logo na sequência Eduardo pede desculpas pro meu pai. Obviamente ali foi o calor da emoção. Não é assim que um filho se dirige a um pai, ele reconheceu isso”, declarou Flávio.
O que dizem as investigações
Os áudios vieram à tona em um relatório da Polícia Federal encaminhado ao STF (Supremo Tribunal Federal) na quarta-feira (20). A PF investiga Jair Bolsonaro e Eduardo por coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.
De acordo com o documento, a discussão teve como pano de fundo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Eduardo demonstrou preocupação com declarações do pai em apoio a Tarcísio, avaliando que isso poderia respingar na sua atuação política e diplomática nos Estados Unidos.
Em uma das mensagens, Jair Bolsonaro chegou a dizer que, apesar de ter 40 anos e ser pai de família, Eduardo ainda não era “tão maduro” na política. A resposta veio em tom áspero:
“Eu ia deixar de lado a história do Tarcísio, mas graças aos elogios que você fez a mim no Poder 360 estou pensando seriamente em dar mais uma porrada nele, para ver se você ‘aprender’. Seu ingrato do **!”, teria escrito Eduardo.
Em outro momento, o deputado cobra mais responsabilidade do pai e chega a compará-lo com o ex-presidente Michel Temer. Pouco depois, porém, Eduardo pediu desculpas:
“Desculpa, peguei pesado… estava * na hora”, afirmou.
Flávio chama áudios de “fofoca”
Para o senador Flávio Bolsonaro, o vazamento desses diálogos não passa de uma tentativa de desgastar politicamente sua família:
“Esses áudios divulgados são fofocas, né? É pauta pra um jornal de fofoca, não tem absolutamente nada a ver com a investigação. Eles já tinham esses áudios há muito tempo”, disse.
Flávio também fez críticas ao ministro do STF Alexandre de Moraes, relator das investigações:
“Moraes é uma pessoa asquerosa. Não tem limites para expor uma relação familiar que não tem nada a ver com o processo”, disparou.
Contexto político
A crise entre pai e filho surge em um momento delicado para Jair Bolsonaro, que segue investigado pela PF em diferentes frentes, inclusive no inquérito sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado. Ao mesmo tempo, Tarcísio de Freitas desponta como um dos nomes mais fortes da direita para as eleições presidenciais de 2026 — fato que gera tensões dentro do próprio bolsonarismo.
Apesar da repercussão, aliados próximos afirmam que a relação entre Jair e Eduardo permanece firme e que o episódio não teria força para causar um rompimento político ou pessoal dentro da família.
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