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A megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha terminou com mais de 100 mortos, incluindo policiais | Bnews - Divulgação RS / Fotos Públicas
A megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha terminou com mais de 100 mortos, incluindo policiais | Bnews - Divulgação RS / Fotos Públicas
A megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha terminou com mais de 100 mortos, incluindo policiais | Bnews - Divulgação RS / Fotos Públicas

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“Muro do BOPE”: a tática da polícia do RJ para encurralar o Comando Vermelho na megaoperação nos complexos da Penha e Alemão

 

Na megaoperação realizada nesta terça‑feira (28) nos complexos da Complexo da Penha e da Complexo do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, as forças de segurança adotaram uma estratégia chamada de “muro do BOPE” para cercar e aprisionar criminosos do Comando Vermelho. De acordo com o secretário da Polícia Militar do RJ, Marcelo de Menezes, a ideia foi empurrar os suspeitos para áreas de mata onde equipes especializadas estavam posicionadas. Globoplay+2InfoMoney+2

“Incluímos a incursão de tropas do BOPE para a parte mais alta da Serra da Misericórdia, criando um muro do BOPE, fazendo com que os marginais fossem empurrados para a área mais alta…” afirmou Menezes. Metrópoles+1

coletiva segurança rj

Como funcionou a tática

  • Tropas do BOPE adentraram a mata da Serra da Misericórdia, entre os dois complexos, ocupando as rotas de fuga dos criminosos. Metrópoles+1

  • Ao mesmo tempo, outras unidades da PM e da Polícia Civil avançaram pelas favelas para forçar a saída dos suspeitos em direção à área já cercada. InfoMoney+1

  • O objetivo declarado era proteger moradores das comunidades, concentrando o confronto em área de mata. InfoMoney+1

Resultados e controvérsias

  • A operação, denominada Operação Contenção, já é considerada a mais letal da história do estado do Rio de Janeiro, com cerca de 119 a 132 mortos, entre civis e policiais. CNN Brasil+2Senado Federal+2

  • Especialistas em segurança pública criticaram a operação: segundo um docente da Universidade Estadual Paulista (UNESP), “nenhuma operação que produza tantas mortes pode ser classificada como exitosa”. Jornal da Unesp

  • ONG’s e defensores dos direitos humanos apontam indícios de execução e remoção de corpos de zonas de mata, o que intensifica questionamentos éticos e legais.

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