Governo francês intensifica combate à falsificação e alerta: portar produtos falsos pode levar à prisão e multa de até 300 mil euros;
A França, berço de marcas icônicas como Dior, Chanel, Hermès e Louis Vuitton, está endurecendo o combate contra a pirataria no mercado de luxo. Com a campanha provocativa “Real Ladies Don’t Like Fake” (“Damas de verdade não gostam de falsificações”), o governo francês quer conscientizar consumidores sobre os impactos negativos da contrafação e reprimir com mais rigor quem compra ou transporta produtos falsificados — inclusive turistas desavisados.
Falsificação de luxo: um problema global com consequências reais
O comércio ilegal de produtos falsificados movimenta bilhões de euros todos os anos, prejudicando o mercado formal, alimentando o crime organizado e colocando em risco empregos, a economia e até a segurança dos consumidores.
A campanha francesa, iniciada ainda em 2012, foi relançada com força total em 2025 diante do aumento alarmante de apreensões de bolsas, óculos, perfumes e roupas falsificadas, muitas vezes adquiridas em viagens ou por meio de sites suspeitos.
Em um dos outdoors da ação, estampava-se o alerta:
“Na França, a compra ou transporte de um produto falso é uma infração punível com pena de até três anos de prisão e 300 mil euros de multa.”
Foi pego com uma bolsa falsa no aeroporto? Sim, você pode ser preso!
Pouca gente sabe, mas não é só o vendedor que responde criminalmente — o comprador também pode ser punido. A legislação francesa considera portar produtos falsificados como um crime, mesmo que o item seja apenas de uso pessoal.
Isso vale, por exemplo, para turistas que compram uma bolsa falsificada em outro país e são flagrados com o produto ao desembarcar na França. As penalidades podem incluir prisão, multas pesadas e até apreensão dos bens.
Um movimento global contra o mercado fake
A iniciativa francesa não está sozinha. Itália, Alemanha, Estados Unidos, Japão e até o Brasil têm ampliado suas regulamentações para combater a pirataria de luxo.
A União Europeia e a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) também estão promovendo ações coordenadas para fortalecer o rastreamento de produtos originais, aumentar a fiscalização em aduanas e punir com mais rigor falsificadores e consumidores coniventes.
Por que combater a pirataria de luxo importa?
- Prejuízo econômico: As marcas perdem bilhões com falsificações.
- Trabalho escravo: A produção de produtos falsos, muitas vezes, envolve trabalho infantil e exploração humana.
- Financiamento ao crime organizado: A pirataria financia facções, milícias e redes internacionais criminosas.
- Riscos à saúde: Perfumes, maquiagens e roupas falsificadas podem conter substâncias tóxicas ou nocivas.
Com campanhas cada vez mais ousadas e legislações duras, a França está dando um recado claro: luxo falsificado não é só problema estético, é crime! A tendência é que outros países sigam o mesmo caminho, apertando o cerco contra consumidores e comerciantes que alimentam essa indústria paralela.
Se você achava que comprar uma réplica era “inofensivo”, pense duas vezes: um item falso pode custar sua liberdade, seu bolso — e sua consciência.