Uma reviravolta no caso envolvendo o rapper Sean P. Diddy Combs ganhou destaque nesta terça-feira (10/12), quando uma das supostas vítimas do artista decidiu quebrar o silêncio e conceder entrevista exclusiva à CNN americana. A vítima, que preferiu manter sua identidade em sigilo, revelou acusações graves contra o astro, alegando ter sido drogado e abusado sexualmente em uma das famosas “festas do branco” organizadas por Diddy em 2007.
Segundo o relato, o homem, que atuava como segurança no evento realizado na casa de Diddy em East Hampton, relatou que foi forçado a consumir bebidas alcoólicas misturadas com GHB (ácido gama-hidroxibutírico) e ecstasy, substâncias que o deixaram completamente incapacitado. “Pareceram mais de 15 doses. Foi um nível de incapacitação que nunca havia experimentado. Me senti impotente”, disse ele, emocionado.
Trauma e silêncio por quase duas décadas
O processo contra o rapper foi registrado em 17 de outubro de 2024, quase 20 anos após o incidente. O homem relatou que o trauma e a vergonha o impediram de denunciar antes, mantendo o ocorrido em segredo até mesmo de sua esposa. “A gravidade total disso vive comigo até hoje. Isso afeta cada coisa que você faz pelo resto da sua vida”, desabafou.
O acusador também revelou que nunca voltou a trabalhar para a empresa de segurança após o ocorrido e que uma celebridade de alto escalão estaria disposta a testemunhar a seu favor no julgamento. O caso é liderado pelos renomados advogados Tony Buzbee e Andrew Van Arsdale, conhecidos por ações de grande repercussão nos Estados Unidos. Até o momento, mais de 20 processos civis contra Diddy foram protocolados por vítimas com relatos semelhantes.
A acusação e os próximos passos
De acordo com os documentos do processo, a vítima afirma que foi drogada durante a festa e empurrada para dentro de um carro onde teria implorado para que o rapper não fizesse nada, mas acabou sendo abusada. Agora, Diddy aguarda julgamento, previsto para 2025, enquanto permanece detido na penitenciária do Brooklyn, em Nova York.
A defesa do rapper, por sua vez, nega todas as acusações e afirma que as alegações são infundadas e visam manchar sua imagem pública. Contudo, as declarações do acusador anônimo reacendem os debates sobre a cultura de abuso e poder no meio artístico.
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