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Foto: Reprodução

Brasil

General que resistiu a golpe rompe silêncio após ataques

 

O ex-chefe do Estado-Maior do Exército, Valério Stumpf Trindade, falou pela primeira vez após sofrer ataques de militares e civis que buscavam um golpe de Estado em 2022. O general foi essencial para barrar as articulações, defendendo a democracia durante um período de instabilidade.

Stumpf, que tinha 64 anos na época, enfrentou pressão de colegas de patente, tenentes e coronéis. Ele também foi alvo de ataques virtuais de militantes radicais, que incluíam ameaças à sua família. Apesar disso, ele permaneceu firme em sua posição e contou com o apoio do Alto-Comando do Exército.

Defesa da democracia e segurança das urnas

Na época, Stumpf trabalhava em conjunto com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para garantir a transparência das eleições. Ele propôs medidas como a ampliação do teste de integridade das urnas eletrônicas com uso de biometria. Essas iniciativas foram aprovadas e implementadas, reforçando a segurança do processo eleitoral.

“Tudo foi feito com transparência e lealdade ao Alto-Comando”, disse Stumpf. Ele refutou acusações de ser “informante” de Alexandre de Moraes, destacando que os contatos com o TSE eram institucionais e visavam apenas proteger a democracia.

Campanha de ataques e investigações

Após a derrota de Jair Bolsonaro nas eleições de 2022, uma campanha de ataques foi organizada contra generais que rejeitaram a ruptura democrática. Mensagens interceptadas pela Polícia Federal revelaram o envolvimento de coronéis em planos para expor e intimidar líderes militares, incluindo Stumpf.

Os responsáveis pelos ataques foram identificados e investigados. Um dos coronéis envolvidos, Bernardo Romão Corrêa Netto, chegou a ser preso, enquanto outro, Fabrício Moreira de Bastos, foi indiciado. Ambos trocaram mensagens que incentivaram uma campanha de ódio contra generais que rejeitaram o golpe.

General mantém posição e orgulho

Hoje na reserva, Stumpf declara estar tranquilo com suas ações. Ele reforça seu orgulho por ter atuado em defesa da democracia e pela lealdade ao Exército Brasileiro. “Fui atacado por cumprir minha obrigação. Defendi a estabilidade institucional em tempos complexos”, afirmou o general.

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