Política

Políticos e beneficiados com mudança de lei

imagem do tribunal superior eleitoral.
 

Há quase 30 anos, a Lei de Improbidade Administrativa pune agentes públicos que usam os cargos para aumentar seus patrimônios, beneficiar parentes ou desperdiçar recursos.

Agora, no entanto, a Câmara dos Deputados discute restringir a aplicação dessa legislação apenas para casos em que houver vontade deliberada para

enriquecimento ilícito e para causar dano ao erário.

Imagem ilustrativa

lei Criada em 1992 em meio ao processo de impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello

A iniciativa deixa em alerta órgãos de fiscalização, que apontam dificuldades para comprovação de dolo – a intenção dos gestores em cometer

irregularidades – e veem “um oceano de condutas graves” se tornando isentas de sanções.

Criada em 1992, em meio ao processo de impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello, a lei poderá passar por alteração gestada no Congresso

que tem sido considerada um retrocesso no combate à corrupção.

lei em vigor

A lei em vigor define como condutas que configuram improbidade administrativa: enriquecimento ilícito (artigo 9)

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atos que causem prejuízo ao erário (artigo 10) e atos que violem os princípios da administração pública (artigo 11)

A proposta mais recente em discussão pelos deputados acaba com este último item

o que abre brecha para deixar sem punição práticas como nepotismo, “carteirada”, não prestação de contas e até casos de “fura-fila” da vacinação da covid-19

O artigo 11, que versa sobre princípios nos quais gestores devem pautar a atuação

 legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, eficiência e probidade – está no centro da polêmica.

Os conceitos são abrangentes e são usados para processar agentes públicos por uma série de condutas.

Nesta semana, o presidente Jair Bolsonaro reforçou o coro pela mudança na lei. Segundo ele, a legislação atual “engessa o prefeito”.

Já a comissão de juristas responsável pela atualização da Lei de Improbidade Administrativa se opõe à mudança que pode acabar com a punição ao nepotismo.

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Fonte: OPOVO 

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